Wed, 18 November 2009 Entre o acústico e o elétrico, de forma eletrizante, essas três bandas de hoje brincam com o poder do rock, do blues e do folk de maneira muito particular. Começo com uma do Barn Nova, da dupla MV&EE, depois passo para um som do All My Friends Are Funeral Singers, do Califone, e termino com a banda do Julian Cope, Black Sheep, que lançou o monolítico Kiss My Sweet Apocalypse.Get Right Church - MV&EE Funeral Singers - Califone Che - Black Sheep Comments[7] |
Fri, 23 October 2009 Hoje rolam 3 sons que têm a ver com o percussionista Mauro Refosco, que escreve o blog Mundo Afora na Trip. Quem era ligado em música já conhecia o trabalho dele, mas ele bombou recentemente por ser o brasileiro tocando com o Thom Yorke. Provincianismo à parte, toco hoje uma do Light a Candle, novo álbum do Forro in the Dark, uma do EP Everything that Happens Will Happen on this Tour, registro da turnê recente do David Byrne na qual Mauro toca percussão, e, claro, o famoso single do Thom Yorke, Feeling Pulled Apart by Horses. 1. Feeling Pulled Apart by Horses - Thom Yorke 2. I Feel My Stuff - David Byrne 3. Perro Loco - Forro in the Dark Comments[6] |
Sat, 17 October 2009 Amanhã rola o Festival de Política da Trip no Studio Sp. Para esquentar, pedi ajuda aos universitários Fernando Luna, Daniel Benevides, Lino Bochini e Alexandre Postacheff para armar uma lista de cações de protesto. Como várias dessas músicas trazem muitas lembranças, resolvi tocar o máximo possível em vinil. Por isso, gravei o podcast como se fosse um set. Então, hoje o Discofonia é um grande mixtape de protesto, com mixagem torta e tudo.1. Opinião - Nara Leão 2. Alegria, Alegria - Caetano Veloso 3. A Hard Rain Is Gonna Fall - Bob Dylan 4. Sueño con Serpientes - Silvio Rodriguez 5. Get Up, Stand Up - Bob Marley 6. Acorda Amor - Chico Buarque 7. Diário de um Detento - Racionais MC's 8. Fight the Power - Public Enemy 9. Holiday in Cambodia - Dead Kennedys 10. Vou Fazer Coco - Garotos Podres 11. Até quando Esperar - Plebe Rude 12. A Cidade - Chico Science & Nação Zumbi 13. A Verdadeia Dança do Patinho - BNegão 14. Para Não Dizer que Não Falei das Flores - Geraldo Vandré Comments[5] |
Thu, 15 October 2009 Nesta semana eu fiquei pirado com o novo disco da Lulina, Cristalina. É aquela coisa bem low-fi, gostosa. E tem uma música com um humor fantástico, e foi essa que eu escolhi tocar. Para acompanhar a Lulina, uma bacana do Yo La Tengo, que está no Popular Songs, e a faixa que dá nome ao novo single do Múm, minha banda islandesa preferida há anos, chamado Prophecies & Reversed Memories.1. Nothing to Hide - Yo La Tengo 2. Balada do Paulista - Lulina 3. Prophecies & Reversed Memories - Múm Comments[3] |
Wed, 7 October 2009 Hoje tem o novo do Otto, Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, duas do Imã, som que o +2 fez para um balé do Grupo Corpo e um dueto do Ricardo Teté com a atriz Irène Jacob,que está no Geringonça, lançado na França em 2007 e que agora tem edição brasileira.1. 6 Minutos - Otto 2. Sol a Pino - +2 3. Deixa Disso - +2 4. Il Ne Faut Pas Briser un Rêve - Ricardo Teté & Irène Jacob Comments[2] |
Wed, 30 September 2009 Hoje eu abro mão de tocar três músicas novas para dar um trecho grande do The Visitor, novo disco do Jim O´Rourke, da linhagem dos discos mais acessíveis dele, embora seja apenas uma grande faixa de 38 minutos. Claramente com um violão inspirado no John Fahey, a música se desenvolve em fantasias pop, mas sem nunca cair no banal. Vale a pena mergulhar neste disco, que saiu agora pelo selo Drag City, do próprio O´Rourke.Comments[2] |
Mon, 28 September 2009 Faz tempo que eu prometo aos meus filhos mais velhos um espaço para fazer o podcast com suas 10 preferidas no Discofonia. Essa é a lista do Gabriel (sem nenhum palpite paterno), que do alto dos seus 9 anos comandou todo o processo. Por conta desse podcast, deixo o shuffle de lado nesta semana.1. Iron Man - Black Sabbath 2. Mr. Crowley - Ozzy Osbourne 3. Smoke on the Water - Deep Purple 4. Highway to Hell - AC/DC 5. American Idiot - Green Day 6. Black or White - Michael Jackson 7. Blister in the Sun - Violent Femmes 8. Wild Wild Life - Talking Heads 9. Touch Me - The Doors 10. Segura a Cabra/Romualdo e Zé Resteu (Medley) - Totonho & Os Cabra Comments[44] |
Fri, 25 September 2009 Dub é música de pista, teste, que coloca o produtor em contato direto com o soundsystem até hoje. Mas, desde o começo dos anos 70, quando os saem os primeiros albuns mais conceituais de dub, a pista de dança pode ser transcendida. Para mim não tem música melhor para relaxar. Dub sempre toca nos meus finais de semana mais ensolarados. Racionalmente, é a matriz de toda a modernidade pop, influenciando do hip hop à eletrônica. Para este podcast, selecionei dubs que vem do fim dos anos 70 até os anos 80. Como a produção é monstruosa, selecionar 10 não foi fácil. Imagina escolher uma só do Lee Perry ou do King Tubby? Ainda bem que eles fazem duplas. Respire fundo: 1. Creator Version - Coxsone Dodd 2. King Tubby Meets Rockers Uptown - Augustus Pablo 3. Rastafari Dub - King Tubby 4. Upper Cut - Scientist 5. Dyon Anaswa - Lee "Scratch" Perry 6. Black Lash - Carlton Patterson & King Tubby 7. Nuh Skin Up Dub - Keith Hudson 8. Rowing - Dennis Bovell 9. Your rights / My Rights - Mad Professor 10.Stepping Out - Sly and Robbie Comments[4] |
Wed, 23 September 2009 Hoje eu toco uma música do disco que eu mais gostei até agora no ano, Manafon, do David Sylvian, é um balanço perfeito entre as vanguardas e a improvisação. Dramático, sensível e cerebral. Ele convidou uma série de improvisadores, de Evan Parker e John Tilbury a Otomo Yoshihide para gravar, depois editou e colocou as melodias. É um ecândalo. Depois do ex-Japan eu toco uma do Tummaa, novo do Vladislav Delay aka Sassu Ripatti, e termino com um que eu já devia ter tocado há tempos, o Vertical Ascent, do Moritz von Oswald Trio, em que o produtor do Basic Channel se une ao Sassu e ao Max Loderbauer. Improvisação eletrônica fenomenal. Para abrir a cabeça:Emily Dickinson - David Sylvian Melankolia - Vladislav Delay Pattern 4 - Moriz von Oswald Trio Comments[3] |
Mon, 21 September 2009 Um amigo me pediu músicas legais e algumas coisas mais esquisitas para o seu iPod Shuffle. Atendi o pedido talvez com um pouco de coisa estranha a mais. Aqui, um shuffle do Shuffle:1. Coalition - Tricky 2. Sal e Cinzas - 1-Uik Project 3. Can't Roll Back - Strategy 4. Poem For Tables, Chairs, Etc. Part 2 - La Monte Young 5. All Beauty Is Our Enemy - Merzbow & Genesis P-Orridge Comments[2] |
Fri, 18 September 2009 Como quem venceu estourado a votação pelo Twitter e pelo Facebook foi o reggae, este episódio do Projeto 1001 traz 10 tragadas fundamentais dos bons vapores jamaicanos. Não vai ser o único episódio dedicado à Jamaica, mas é aquele que mata os principais leões de cara: Bob Marley, Peter Tosh e Jimmi Cliff, e alguns leões pessoais: Horace Andy, Black Uhuru e Linton Kwesi Johnson. Aproveite que o fim de semana está chegando e relaxe:1.Uptown Top Ranking - Althea & Donna 2.Declaration of Rights - The Abyssinians 3.Marcus Garvey - Burning Spear 4.Them Belly Full - Bob Marley and the Wailers 5.Legalize It - Peter Tosh 6.The Harder They Come - Jimmy Cliff 7.Police and Thieves - Junior Murvin 8.Sistren - Black Uhuru 9.Spying Glass - Horace Andy 10. Dread Beat An' Blood - Linton Kwesi Johnson Comments[2] |
Wed, 16 September 2009 Dos três sons de hoje, dois estão disponíveis para downloado gratuito. Um é a parceria de duas bandas do coletivo Anticon, Themselves e Why?. Ambos lançam discos novos neste ano separadamente, mas fizeram essa música Canada juntos. (clique aqui para baixar de graça). Outra banda que disponibilizada de graça o disco todo é o Jumbo Elektro. Os reis do embromation liberam o novo Terrorista! pra download no Mondo77. Dá pra baixar, mas também dá pra comprar com qualidade melhor. Mas eu começo com uma banda inglesa nova, The XX, que acaba de lançar um disco bem pop e impressionante chamado XX. Vamos ouvir:1.Crystalised - The XX 2.Canada - Themselves e Why? 3.Dylan Sings Bowie - Jumbo Elektro Comments[4] |
Mon, 14 September 2009 Sempre gosto de saber dos sons que vêm dos hermanos. Mês passado, o amigo Dani Benevides aportou em casa com alguns discos de roque pope. Não seu outra: juntei os quatro para fazer um shuffle. Veja como o acaso trabalha melhor do que o Maradona:Vals - Shaman Y Los Hombres En Llamas Cambiar - Victoria Mil Ir al Baile - Onda Vaga Cartagena - Onda Vaga Tundra - Futbol Comments[3] |
Fri, 11 September 2009 Essa foto de 1941 do Woodie Guthrie tocando com Leadbelly em Chicago ilustra bem a essência deste podcast, que mostra os pioneiros do blues, do folk e do country. Principalmente blues. Alguns bluesmen mais deconhecidos aparecem ao lado de famosos como Robert Johnson e Mississippi John Hurt, mas o importante aqui são as canções, as letras, a precariedade do registro e a riqueza da música.1. Talking Hard Work - Woodie Guthrie 2. Pick A Bale of Cotton - Leadbelly 3. Spike Driver Blues - Mississippi John Hurt 4. 99 Year Blues - Julius Daniels 5. C'est Si Triste Sans Lui - Cleoma Breaux And Joseph Falcon 6. Me And The Devil Blues - Robert Johnson 7. Hard Time Killin' Floor Blues - Skip James 8. Poor Boy Blues - Ramblin' Thomas 9. See That My Grave Is Kept Clean - Blind Lemon Jefferson 10. I'm So Lonesome I Could Cry - Hank Williams Comments[2] |
Wed, 9 September 2009 Uma das coisas que mais me deixam feliz é tocar três novidades brasileiras boas, e é isso que acontece com essas três músicas pinçadas de Vagarosa, da Céu, um disco que tá tocando até furar em casa, Iê Iê Iê, do Arnaldo Antunes, um álbum bem pop que até chega a lembrar o começo dos Titãs, e Uhuuu!, do Cidadão Instigado. Uma curiosidade, Fernando Catatau, do Cidadão, produz o disco do Arnaldo e tem uma parceria no da Céu. É o multi-homem deste Discofonia.1. Rosa Menina Rosa - Céu 2. Invejoso - Arnaldo Antunes 3. O Cabeção - Cidadão Instigado Comments[5] |
Mon, 7 September 2009 ![]() Pouco antes de eu ficar doente, o Juliano Polimeno, da Phonobase, me mandou um link sensacional para baixar, de graça, uma versão de Hyperballad, da Björk, feita pelo Dirty Projectors. Essa versão faz parte de um projeto muito bacana do site Stereogum, de recriar o fantástico Post só com covers de artistas independentes, do Liars ao Xiu Xiu. Clique para baixar em zip todo o Tribute to Björk's Post. O que importa é que esta versão de Hyperballad serviu de pretexto para um shuffle só com músicas do Dirty Projectors, uma banda de Nova York que estreita o caminho entre a canção, muitas vezes inspirada pelo folk, e a música de vanguarda, num movimento parecido com o do começo do Grizzly Bear, isso antes de esses conterrâneos do Brooklyn optarem por um caminho mais pop. O legal é que este shuffle acabou selecionando aleatoriamente músicas de vários discos diferentes e dá uma boa pista da solidez do Dirty Projectors. Olha só: 1. Hyperballad 2. No Intention 3. Not Having Found 4. Thisty and Miserable 5. We Are Swaddled Comments[4] |
Fri, 4 September 2009 1. Stackalee - Frank Hutchison 2. John Hardy Was A Desperate Little Man -The Carter Family 3. Henry Lee - Dick Justice 4. Kassie Jones, Parts 1 & 2 - Furry Lewis 5. The Spanish Merchant's Daughter - The Stoneman Family 6. The Butcher's Boy - Buell Kazee 7. The House Carpenter - Clarence Ashley 8. Sugar Baby - Dock Boggs 9. I Wish I Was A Mole In The Ground - Bascom Lamar Lunsford 10. Drunkard's Special - Coley Jones Comments[4] |
Wed, 2 September 2009 De volta com os lançamentos e hoje com duas faixas bônus, para compensar a ausência. De cama, o que eu mais ouvi foi jazz, folk e coisas psicodélicas, principalmente alemãs. Isso e o disco da Céu, que estará nos lançamentos da semana que vem. Me dei bem porque recentemente sairam muitos discos excelentes de folk, freak folk, contry alternativo, violão psicodélico - boas canções meio chapadas, pra resumir. Claro, reuni alguns desses lançamentos que curti na horizontal para esse podcast. Começo com uma do Ballads of the Revolution, o disco mais acessível do Jackie-O Motherfuckers até hoje. Efeito maracujina total. Depois, escolhi uma filosófica e gigante do disco Sometimes I Wish I Were an Eagle, do Bill Callaham, um disco mais maduro, bacana, mas que em vários momentos me assusta com a semelhança com Lambchop. A seguinte é uma faixa especial, do brilhante That Lonesome Road Between Hurt and Soul, da dupla que praticamente inventou o free folk mas tem andado pelas sombras desde o meio dos anos 90, Dredd Foole & Ed Yazijian. Daí vem o bônus: a linda "Ursa Menor", que está no Luminous Night, lançado agora pelo Six Organs of Admittance e um compacto em vinil bem louco do No-Neck Blues Band, chamado Lathes. Essa é só para os fortes. 1. A Mania - Jackie-O Motherfucker 2. Faith/Void - Bill Callaham 3. Overcome - Dredd Foole & Ed Yazijian 4. Ursa Minor - Six Organs of Admittance 5. Cum - No-Neck Blues Band Comments[2] |
Mon, 31 August 2009 Foi um logo e tenebroso inverno. Fiquei mais de um mês deitado, sem poder usar o computador, tentando escapar de uma cirurgia na coluna. Foi o tempo mais longo que convivi com a dor na vida. Uma dor que não ia embora a despeito da força dos analgésicos. Nada mais natural que a volta do Discofonia venha com referências à dor. Selecionei músicas que falam da dor fisca, metafísica e metaforcamente. daí misturei tudo num shuffle. Ai:1. Painkillers - Cannibal Ox 2. Pain - Dangermouse and Sparklehorse feat. Iggy Pop 3. Cymbals And Aspirin (A Breakthrough In Pain Relief) - Matmos 4. It's a Bit of Pain - Faust 5. Too Much Pain - The Bug Featuring Ricky Ranking Comments[4] |
Wed, 22 July 2009 Bom, rapidamente porque o meu computador morreu temporartiamente e eu estou algando o do vizinho Daniel Benevides. Nesta semana, três pedradas dub. Começo com Dubkasm, dupla de Bristol que gravou seu disco Transform I entre a Inglaterra e o Brasil. Os caras fazem uma mistura de reggae com zabumba e cavaquinho que eu nunca tinha ouvido e gostei bem. Tem tudo a ver. Desta conexão Bristol-Rio, vou para Tokyo com uma do From Far East, estréia do trio de meninas Killa Sista. É incrível como os japoneses conseguem fazer qualquerr coisa, mimentizar qualquer estilo. Posso dizer que as meninas fazem uma fumaça premium. Para terminar, o mestre Lee Scratch Perry, que acaba de lançar o duplo Return from Planet Dub. Na música que eu escolhi, o master selector encontra a alemã Gudrun Gut.1. Moses - Dubkasm featuring Kas B 2. Respex Dub - Killa Sista 3. Chase the Devil - Lee Scratch Perry & Gudrun Gut Comments[6] |
Thu, 16 July 2009 Buenas, três sons nacionais hoje. Eu começo com um disco que desde que caiu na minha mão eu não paro de ouvir: Sem Nostalgia, do Lucas Santtana. O álbum gira todo em torno do violão, mas brinca com o instrumento de formas bem diferentes. Tem várias viagens diferentes: violão processado, suingue que lembra Gil e Jorge Ben, uma sombra de João Gilberto, uma pitada de dub. É um desses discos para ouvir várias vezes e descobrir coisas diferentes nele. Depois toco uma banda nova do Recife que vi aqui em São Paulo. Ainda é um trabalho que precisa amadurecer um pouco, ganhar uma voz mais original dentro do rock instrumental, mas está no caminho certo. É A Banda de Joseph Tourton, que lançou só um EP até agora, com duas faixas de estúdio e duas ao vivo. Prefiro ao vivo. Para terminar, uma ótima do DJ Dolores, do seu novo 1 Real. Escolhi uma música com vocais do Silvério Pessoa e uma letra divertidíssima tirando uma com o existencialista pegador Jean Paul Sartre. 1. Amor em Jacumã - Lucas Santtana 2. 100% - A Banda de Joseph Tourton 3. J.P.S. - DJ Dolores Comments[2] |
Mon, 13 July 2009 Bom, como hoje é dia de roque, e a maratona do fashback ininterrupto está quase no fim, selecionei vários discos gravados nos dois últimos anos numa lista e deixei a sorte escolher dez. Chega de saudade.1. Shea Stadium - Marnie Stern 2. This Walls - The Hospitals 3. Lucky Lucky Luck - Evangelista 4. Gardenia - Stephen Malkmus 5. Halfway Home - TV on the Radio 6. Rollercoaster - Psychic TV 7. Salute Your Solution - The Raconteurs 8. Threshold of Transformaion - Isis 9. Taurig - The Fall 10. Malibu Gas Station - Sonic Youth Comments[2] |
Wed, 1 July 2009 Essas três são para quem não tem medo de embarcar na viagem. Começo com o trio de meninas do Japão Nisennenmondai, que lançou o brilhante Destination Tokyo, um som bastante original de guitarra, baixo e bateria, totalmente indutor de transe. Depois rola uma nova do Current 93, que está no recém-lançado Aleph At Hallucinatory Mountain, em que David Tibet continua a explorar o gnosticismo, mas desta vez com um peso impressionante. Peso este que me fez fechar esse podcast com uma da dupla Sunn O))), que lançou a pedrada Monoliths & Dimensions. Só para os bravos:1. Souzousuru Neji - Nisennenmondai 2. Invocation of Almost - Current 93 3. Big Church (Megszentségteleníthetetlenségeskedéseitekért) - Sunn O))) Comments[3] |
Mon, 29 June 2009 Esse podcast vai pra Eva Uviedo, que me viciou em Flight of the Conchords e ainda lembra de me mandar mensagem quando vai começar a passar na TV. Gripado, cheio de dores, a primeira temporada dessa série brilhante em que dois neozelandezes tentam emplacar sua banda nos Estados Unidos foi o que me mais me fez rir neste fim de semana passado. Por isso, joguei as músicas do seriado no shuffle. Ninguém parodia os clichês e os estilos musicais melhor do que o Flight of the Conchords, e esta seleção aleatória da uma amostra precisa do humor e do talento dos caras. Para começar a segunda sem pensar em Honduras, na seleção Brasileira, no IPI ou no ciático (coisa de velho).1. Bowie Song 2. The Most Beautiful Girl (In the Room) 3. Ladies of the World 4. Inner City Pressure 5. Hiphopopotamus vs. Rymenoceros Comments[2] |
Fri, 26 June 2009 Fiquei triste com a morte de Michael Jackson,ontem, aos 50, mas tendo a concordar com o artigo do Paulo Ricardo na Folha: ele começou a morrer depois do sucesso do Thriller e, principalmente, quando começou a esbranquiçar como um fax antigo. Por isso, resolvi fazer um podcast em homenagem ao Jacko preto de verdade. Das 10 músicas selecionadas, metade vem do Jackson Five e as outras 5 saem uma de cada um dos primeiros discos do Michael, de Got to Be There até Off the Wall. Dez sons para lembrar: 1. I Want You Back - The Jackson Five 2. ABC - The Jackson Five 3. The Love You Save - The Jackson Five 4. Mama's Pearl - The Jackson Five 5. Never Can Say Goodbye - The Jackson Five 6. Ain't No Sunshine - Michael Jackson 7. My Girl - Michael Jackson 8. All The Things You Are - Michael Jackson 9. We Are Almost There - Michael Jackson 10. Don't Stop 'Till You Get Enough - Michael Jackson Comments[4] |
Wed, 24 June 2009 Boas novas no front do dubstep. Nos lançamentos da semana, três sons que ampliam os horizontes do gênero mais quente do sul de Londres. Primeiro uma colaboração bem improvisada do Burial com o Four Tet, lançada quase na surdina pelo selo de Kieran Hebden. Depois, rola o projeto dub de Kevin Martin, mais conhecido como o midas do dancahall moderno The Bug. Para finalizar Joker, moleque prodígio de Bristol, que grava pela Hyperdub mas com uma pegada mais de grime, com uns tecladões sujos. Bem bacana.1. Wolf Club - Burial & Four Tet 2. Ting Dub - King Midas Sound 3. Digidesign - Joker Comments[1] |
Mon, 22 June 2009 O primeiro shuffle a gente nunca esquece. Depois de ter meu ipod furtado, comprei um novo na sexta. Foi um bom pretexto para organizar meus álbuns digitais no fim de semana, mas consegui ir só até os discos que começam com a letra f. Hoje de manhã, durante a caminhada rotineira com meu cachorro, rolou o shuffle inaugural. E começou pesado, com os japoneses psicodélicos do Acid Mothers Temple:1. Atomic Rotary Grinding God Quicksilver Machine Head - Acid Mothers Temple 2. Long Stroke - ADC Band 3.State: June '05 - Adriana Sá 4.Awesome Dub - The African Brothers and King Tubby 5.Ahlev de Bossa - Ahlev de Bossa Comments[4] |
Fri, 19 June 2009 Melhor que essa hora chegasse logo. Para todos os amigos que eu contava do Projeto 1001, a mesma dúvida surgia: mas o que você vai escolher dos Beatles? Difícil, mas foi ainda mais difícil escolher uma dos Rolling Stones, que continuou a fazer bons álbuns bem depois que o sonho acabou. Colocar as duas bandas lado a lado é um jeito legal de pontuar a primeira centena de músicas do projeto. Claro, entre Beatles e Stones eu fico com os St.... dois. Mas, como o projeto é pessoal e intransferível, quase psicanalítico, me resrevei o direito de enfurecer os fãs harcore dos Beatles e dos Stones. Eles devem sentir falta, de um lado, do trabalho solo de Paul McCartney e, de outro, do Mick Jagger. Mas, sendo fiel aos princípios desse projeto, nenhum dos dois fez uma música sequer que eu coloque entre as minhas preferidas. Polêmica de lado, vamos aos sons que realmente fizeram a minha cabeça:1. I´m the Greatest - Ringo Starr 2. Wah Wah - George Harrison 3. God - John Lennon 4. Don't Worry, Kyoko (Mummy's Only Looking For Her Hand In The Snow) - Yoko Ono 5. A Day In a Life - The Beatles 6. Street Fighting Man - The Rolling Stones 7. It Means a Lot - Keith Richards 8. Monkey Grip Glue - Bill Wyman 9. Edward Thumbs Up - Jamming with Edward 10. Robbins Nest - Charlie Watts Orchestra Comments[4] |
Thu, 18 June 2009 Saem no Brasil agora três discos de mestres absolutos do Discofonia: Yusuf Islam (aka Cat Stevens), Elvis Costello e Leonard Cohen. O primeiro lançou o bom Roadsinger, Elvis Costello se aproxima do country e do blues em Secret Profane and Sugarcane e Cohen volta em Live in London, um duplo absolutamente fantástico. Bom, às músicas:Everytime I Dream - Yusuf Sulphur to Sugarcane - Elvis Costello I'm Your Man - Leonard Cohen Comments[2] |
Mon, 15 June 2009 Sexta assisti à estreia do show Zii e Zie, do Caetano Veloso aqui em São Paulo. Foi absolutamente maravilhoso, divino maravilhoso. A banda está estupenda e acho fenomenal que Caetano consiga ser mais roqueiro do que moleques com três vezes menos a idade dele. Digo isso porque foi um show de rock, isso pra quem entende que rock não é essa coisa estática, reacionária que os cultores do passado tentam preservar inventando todo tipo de cinto de castidade para os ouvidos. Bom, ainda com o show na cabeça, juntei as músicas que ele tocou numa lista e dei shuffle. Saiu assim:1. A Voz do Morto - Os Mutantes 2. Irene - Caetano Veloso 3. Lobão Tem Razão - Caetano Veloso 4. Incompatibilidade de Gênios - Caetano Veloso 5. Volver - Carlos Gardel Bom, também escrevi pra Folha sobre o show, quem tiver curiosidade de ler, está aqui o texto: Pode até ter sido coincidência, mas fez todo o sentido estrear o show "Zii e Zie" no Credicard Hall em São Paulo numa noite gelada de namorados, no meio de um feriado em que a cidade fervia com o fim da gestação da Parada do Orgulho GLBT. Mais até do que no disco "tios e tias", Caetano Veloso brinca o tempo todo com signos do masculino e do feminino durante o espetáculo. Em um jogo que funciona como um discurso político efetivo justamente porque se desprende de qualquer tentativa discursiva, de fazer uma política outra que não a do prazer. Esse embaralhamento de gêneros cresce no show em músicas do "Zii e Zie", como "Tarado ni Você" e "Menina da Ria", só para citar duas com pólos trocados, até chegar ao ápice numa versão rascante de "Eu Sou Neguinha", a última antes do bis, que teve "Três Travestis", desta vez sem citar o Fenômeno do Corinthians. Essa política privada do prazer passa também por tocar rock com a BandaCê e revisitar o projeto de modernidade do fim dos anos 60. A conexão é estabelecida já na primeira música do show, "A Voz do Morto", e segue por "Não Identificado", "Irene" e "Maria Bethânia", esta última dedicada ao dramaturgo Augusto Boal, que morreu no último mês de maio: "Foi em São Paulo que ele [Boal] fez o melhor de seu trabalho e Bethânia e eu aprendemos com ele". Dinâmica nervosa Nessas músicas, a banda formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e Rhodes) e Marcelo Callado (bateria) se solta. É um contraste bem interessante com as composições de agora, bem mais cubistas, fraturadas, com uma dinâmica mais nervosa. No show fica claro o quanto há de textura e uso inteligente do espaço nas composições do disco, quase todas no set list da estreia. É notável como elas alternam momentos de extrema contenção, em que há uma precisão milimétrica na distribuição dos acordes -similar a de um Battles, por exemplo-, com momentos de pura anarquia sonora: solos, feedback e Caetano deixando a frente para sumir no meio da banda. Há uma evolução grande em termos de composição e sonoridade em relação ao "Cê". Embora "Odeio" esteja no repertório, o show mostra um Caetano que está acima do ódio virulento, muitas vezes rancoroso do disco anterior. Em "Zii e Zie", o clima é de uma leve indecência, transgressora em sua aparente ingenuidade. No lugar da crise, está a liberdade e um bocado de solidão. Para quem acha que a nova fase é roqueira demais, houve um tempero sábio na sexta: "Trem das Cores", "Aquele Frevo Axé", "Incompatibilidade de Gênios", as lindas versões para o tango "Volver", de Carlos Gardel, e para a guitarrada quase tecnobrega "Água", de Kassin. Sem falar no final emocionante com "Força Estranha", em homenagem a Roberto Carlos. Comments[0] |
Wed, 10 June 2009 Rolou um barulho nesta semana com o novo disco do Dirty Projectors. Do NY Times e Guardian aos mais indies como a Pitchfork, a recepção do Bitte Orca foi bem calorosa. Gosto da banda, principalmente do tratamento dos vocais e da disputa saudável entre as melodias pop e experimentalismos variados. Foi deixa para eu tocar indies de outras partes, começando pela Stela Campos, que eu adoro desde os primeiros discos. Mustang Bar, o novo, traz de novo um olhar muito interessante, quase de crônica a la Lou Reed, para personagens da cidade, algo que fica entre o jornalismo e os quadrinhos. Para completar a trinca, uma banda maluca que conheci na coletânea Exploratory Music From Poland, que saiu este mês com a revista Wire. Sob o nome impagável de Paristetris, esse trio faz uma música bem singular, embora em alguns momentos me lembre um Battles contido e sem virtuosismo. Hoje eu me empolguei.1. Le Captaine - Stela Campos 2. No Intention - The Dirty Projectors 3. Electrodomestics - Paristetris Comments[1] |
Tue, 9 June 2009 1. Geladeira Amarela - 3 Hombres 2. O Padre Hippie - Fellini 3. Burros & Oceanos - Fellini 4. Canção - 3 Hombres 5. Mãe dos Gatos - Fellini Comments[1] |
Thu, 4 June 2009 Parti do novo disco do Grizzly Bear, Veckatimest, para chegar nos lançamentos da semana. A sequência com uma do novo Akron/Family, Set 'Em Wild, Set 'Em Free, foi natural. Na verdade, esse foi um podcast feito quase como um DJ set, deixando que uma música chamasse a seguinte. Só que em vez de eletrônica, a matriz vem do folk. Eu ia fechar com uma música do The Glass Bead Game, novo do James Blackshaw, mas entrei tanto no espírito que vi uma brecha para incluir uma do Without Sinking, lindo disco lançado agora pela cellista islandesa Hildur Gudnadottir, que tem frequentado muito o som de casa. Quem curtir essa faixa bônus pode ouvir um podcast antigo só com músicas dela e uma entrevistinha. Bom, semana que vem tem mais.1. Southern Point - Grizzly Bear 2. River - Akron/Family 3. Bled - James Blackshaw 4. Into Warmer Air - Hildur Gudnadottir Comments[1] |
Mon, 1 June 2009 Nos últimos anos, tenho ouvido cada vez mais os sons da Nigéria. Como a maior parte das pessoas que conheço, meu primeiro contato foi com o afrobeat, mais precisamente com Fela Kuti. Hoje tem toda uma série de bandas que usam os ensinametos do afrobeat nos Estados Unidos e na Europa. De certa maneira, até a cozinha da Nação Zumbi bebe bem nos sons nigerianos. Acho bem interessantes esses sons mas quando aprofundei um pouco meu interesse, vi que existe bem mais afrobeat no país, os que eu mais gosto são os sons que misturam as raízes africana com o blues, numa espécie de reviravolta do tempo de dar orgulho a JJ Abrams. Neste fim de semana ensolarado a Nigéria invadiu meus ouvidos, com sons antigos e mais novos. E o extrato desse domingo africano resultou nesta seleção de músicas selecionadas aleatoriamente. O legal é que só tem um Fela Kuti e dá para sacar um pouco da diversidade desse som que se consolida na Nigéria dos anos 70.1. Viva Nigeria - Fela Randsome Kuti 2. Aids - Segun Damisa & The Afro Beat Crusaders 3. Omo Yen Wu Mi - Shadow Abraham with Mono Mono Friends 4. Enjoy Yourself - Sahara All Stars Band Jos (foto) 5. Eddie Quansa - Peacocks Guiter Band Comments[1] |
Fri, 29 May 2009 Mais um mergulho pelo rock birtânico dos anos 60 nesse projeto que lista os sons que mais fizeram a minha cabeça. Desta vez vem uma mistura de bandas consagradas com outras um tanto mais obscuras. E, claro, tem muito rock, uns que pendem mais para o blues, outros para o R&B. Mas o que importa é que são todas canções poderosas a seu modo e assombram a minha cabeça há muitos anos. Saca só:1. We Gotta Get Out of this Place - The Animals 2. I Wish You Would - The Yardbirds 3. Gloria - Them 4. Wild Thing - The Troggs 5. Sunshine of your Love - Cream 6. Don't Bring Me Down - The Pretty Things 7. Everything Is All Right - The Mojos 8. Gimme Some Lovin' - The Spencer Davis Group 9. Baby Take Me - Steampacket 10. Desdemona - John's Children Comments[3] |
Wed, 27 May 2009 Uma das minhas bandas favoritas desde a adolescência é o Sonic Youth. Gosto tanto do som do quarteto quanto da infinidade de trabalhos paralelos de seus membros. Mas isso é pre dizer que The Eternal, novo do Sonic Youth em homenagem a diferentes vanguardistas, inspirou esse podcast. Começo com a dupla canadense Japandroids (foto), que lançou agora o irônico e roqueiro Post-Nothing, passo por Dos, segundo LP do Wooden Shjips, banda que faz um stoner rock de garagem como ninguém, e termino com a elegância das guitarras do Sonic Youth.. 1. The Boys Are Leaving Town - Japandroids 2. Aquarian Time - Wooden Shjips 3. Poison Arrow - Sonic Youth Comments[0] |
Mon, 25 May 2009 Com o relançamento do Eph, do Fridge, de 1999, um disco essencial do pós-rock inglês, e também de Early Output 1996-1998, voltei a ficar fissurado por esse trio formado pelo Kieran Hebden na guitarra, Adem Ilah, no baixo e Sam Jeffers na bateria. Claro, o mais famoso dos três é o Kieran, que responde pela alcunha de Four Tet. Então reuni os discos do Fridge e do Four Tet para ver no que dava no shuffle:1. Sun Drums And Soil (Part 2) - Four Tet 2. Orko - Fridge 3. Tuum - Fride 4. Thirtysixtwentyfive - Four Tet 5. Pockets - Four Tet Comments[2] |
Fri, 22 May 2009 Ninguém entende um mod. Brincadeira. Parti da minha preferência em relação ao The Who (foto) - a banda é fantástica mas acho que as primeiras gravações as mais legais de toda a careira, para encontrar 10 gemas da época do mods. Mod é uma expressão cultural, não um estilo de música1. No saco do mod está a onda que parte do R&B e do soul americano, passa pelo freakbeat e vai até a chegada do rock psicodélico. É um som que começa bem negro e dançante no começo da década de 90, vai ficando nervoso, anfetaminado, no meio da década e começa a pirar com o ácido mais para o fim. Aqui, teremos uma pequena amostra da explosão roqueira na Inglaterra dos anos 60. Mas essa vai consumir vários Discofonias do projeto 1001, porque eu tenho um fraco pelo rock inglês dos anos 60. Voltando ao som dos mods, aí vai a lista:1. My Generation- The Who 2. Everybody´s Gonna Be Happy - The Kinks 3. Circles - Les Fleur de Lys 4. Making Time - The Creation 5. When the Night Falls - The Eyes 6. All or Nothing - The Small Faces 7. Leaving Here - The Birds 8. You´ve Got What I Want - The Sorrows 9. My Friend Jack - The Smoke 10. I´ll Keep On Holding On - The Action Comments[6] |
Wed, 20 May 2009 Reuni neste podcast uma mistura improvável de pós-tropicalismo com música caipira e conto essa história através dos novos do Lula Queiroga, Tem Juízo Mas Não Usa, do Matuto Moderno, Empreitada Perigosa, e do Siba com Roberto Corrêa (foto), Violas de Bronze. 1. Tecto Pop - Lula Queiroga 2. Viola Cósmica - Matuto Moderno 3. Procissão da Chuvarada - Siba e Roberto Corrêa Comments[1] |
Mon, 18 May 2009 Fim de semana caseiro (de novo), e botei uns velhos discos de bandas do coletivo americano Anticon que não ouvia há um tempo e me empolguei. Comprei o novo do Themslves (foto), que está ótimo e resolvi dar um shuffle numa lista com bandas e projetos relacionados a essa turma que nasceu com o hiphop alternativo e hoje está até em projetos de rock. O bom é que na mistura vieram coisas novas e mais antigas, do começo destes anos 00. 1. For No Money - Themselves feat. Sole 2. Sweet Cream in It - Jel 3. Riffle Eyes - cLOUDDEAD 4. Reflections - Atmosphere 5. Martyr Theme Song - Sole & Moodswing9 Comments[1] |
Fri, 15 May 2009 De todos os podcasts do Projeto 1001 até agora, este foi o mais difícil. Mas estava na hora de eu enfrentar escolhas mais complicadas, buscar em artistas que eu gosto muito e que ouvi desde moloque aquela música que fosse a que mais tem a ver com a minha história com a banda, com o porquê quase psicanalítico de gostar daquele som e com uma qualidade inegável para estar entre os 1001 sons deste projejo. E fui pras cabeças do rock americano da segunda metade da década de 60. Hoje tem sons que saem de clássicos como Cheap Trhills, Are You Experienced?, Forverer Changes, American Beauty, Fifth Dimension, só para citar alguns desses discos que povoaram a minha adolescência. E claro, ainda faltam grandes nomes do rock americano da década. Eles entrarão nos próximos. Por enquanto, curta este podcast cheio de hits:1. Good Vibrations - The Beach Boys 2. Purple Haze - Jimi Hendrix 3. Piece of My Heart - Janis Joplin 4. Soul Sacrifice - Santana 5. Eight Miles High - The Byrds 6. Truckin'- Grateful Dead 7. A House Is Not A Motel - Love 8. Hot Burrito 2 - The Flying Burrito Brothers 9. The Weight - The Band 10.The End - The Doors Comments[3] |
Wed, 13 May 2009 Em primeiro lugar, neste podcast eu não consegui gravar as minhas falas. Emprestei meu equipamento de gravacão no sábado e ele voltou faltando um pedaço. Então, o que eu tinha para dizer sobre esses novos sons, eu escrevo. As três músicas da semana vêm da linhagem do folk e do country. Primeiro eu toco uma nova do My Maudin Career, do Camera Obscura (foto), quarto disco dessa banda de Glasgow que parte do folk mas entrega um pop delicioso. Depois toco uma do Tight Knit, também o quarto disco do Vetiver, que eu conheci depois de me apaixonar pelo som do Devendra Banhart, convidado frequente da banda. O principal eixo do Vetiver é o folk, embora nos dois últimos discos deles, havia uma inclinação forte pro blues. A alma do Vetiver é o compositor Andy Cabic, mas suas músicas crescem muito com os arranjos da banda. Para terminar, toco uma música do Calexico que está em Man of Somebody's Dream, um disco tributo a grande Chris Gaffney, que morreu de câncer no fígado há um ano. Esse disco, que acaba de ser lançado, traz gente como Los Lobos, The Iguanas, Alejandro Escovedo e Calexico. ou seja, uma boa turma de malucos sulistas, os caras certos para interpretar esse compositor mais identificado com a country music, mas com um toque de inteligência e um olhar de cronista que ultrapassa gêneros e chega bem perto da fronteira com o México. Até por isso escolhi o som texmex do Calexico para representá-lo. Vamos às músicas:1. Honey In The Sun - Camera Obscura 2. Another Reason To Go - Vetiver 3. Frank's Tavern - Calexico Comments[4] |
Mon, 11 May 2009 Neste fim de semana bem caseiro, fiquei ouvindo bastante Chinatown Wars, parceria do Ghostface com o DOOM, que está na trilha do novo GTA e está disponível para download no site da Stones Throw. Isso deu o mote para fazer este podcast com mais músicas do MF Doom e suas diversas parcerias, selecionadas, claro, ao acaso a partir do excelente remix de Chinatown Wars. Veja o que a sorte nos reservou:1. Chinatown Wars - Ghostface & DOOM 2. Batty Boyz - DOOM 3. Guinesses - MF Doom featuring Angelika & 4ize 4. Bada Bing - Danger Doom 5. Mince Meat - Danger Doom Comments[0] |
Fri, 8 May 2009 Como falei no shuffle do começo da semana, este episódio do projeto que vai apresentar os 1001 sons que fazem a minha cabeça é dedicado a dez bandas do chamado krautrock. O que eu acho mais incrível é, em primeiro lugar, o grau de experimentação dessas bandas e, sem segundo, como várias delas ainda parecem modernas quase 40 anos depois de gravadas. Começo pelo Faust (foto), que foi o meu primeiro amor, e daí sigo por clássicos e alguns sons menos conhecidos. Claro, vai ter mais kraurock no projeto 1001, porque esse som é a raiz tanto do rock moderno - Radiohead que o diga - quanto da boa música eletrônica. E prepare-se que as viagens são longas e o podcast ficou com quase duas horas:1.Why Don't You Eat Carrots - Faust 2.Für Immer - Neu! 3. Vamos Compañeros - Harmonia 76 4. Caramba - Cluster 5. The Man Machine - Kraftwerk 6. Revolution - Embryo 7. Electric Junk - Guru Guru 8. Space - Ash Ra Tempel & Timothy Leary 9. Halleluwah - Can 10. Phallus Dei - Amon Düül II Comments[3] |
Wed, 6 May 2009 Dois sambas genuínos e uma discussão sobre o templo do samba carioca dão o tom dos lançamentos da semana. Do lado sambista, Max Sette e Moyseis Marques aparecem com seus segundos dicos, O que Passou e Fases do Coração, respectivamente. Do outro, Caetano Veloso canta Lapa, de seu novo álbum Zii e Zie. Uma coisa legal: no link do Max estão disponíveis seus dois discos pra download gratuito. Tudo certo, como dois e um são samba:1. Ido Embora - Max Sette 2. Entre Os Girassóis - Moyseis Marques 3. Lapa - Caetano Veloso Comments[1] |
Mon, 4 May 2009 Neste fim de semana estava ouvindo uns sons de krautrock, o controverso estilo alemão que é pai do rock moderno e da eletrônica, para escolher os sons do Projeto 1001 de sexta que vem. E como foi praticamente um fim de semana germânico, resolvi embaralhar uma playlist com sons poderosos de krautrock, que é abrangente o suficiente para ir desde o fim dos anos 60 até os anos 2000, principalmente com as gravações atuais dos músicos que formaram as primeiras bandas, como Faust, Neu!, Can, Kluster e a segunda leva, como Kraftwerk e Tangerine Dream (foto). O curioso é que nesta seleção ao acaso, entraram justamente sons mais recentes e do meio dos anos 70 para cá. E achei legal justamente porque prova a elasticidade do rótulo. A lista:1. This Is the Rule - Jaki Liebezeit & The Phantom Band 2. Waters - Message 3. Cloudburt Flight - Tangerine Dream 4. Totem - Klaus Schulze 5. San Francisco, Pt 1: Backup Dream - Holgar Czukay & Dr. Walker Comments[2] |
Fri, 1 May 2009 Cirilo Dias, repórter do site da Trip, fez uma seleção de músicas bacanas de artistas que vão tocar na Virada Cultural deste ano, que começa amanhã, e mostra a diversidade de que vai rolar em São Paulo neste fim de semana de 2 pra 3 de maio. Bons sons e um papo sobre as principais atrações da virada. 1.Tinindo Trincando - Novos Baianos (foto) 2.Compacto - Curumim 3.Enquanto Isso na Lanchonete - Vanguart 4.Sabor de Veneno - Arrigo Barnabé 5.A Praiera - Chico Science e Nação Zumbi 6.Poisoned Water - MQN 7.Cadê Você - Odair José 8.Mais Tarde - Marcelo Camelo 9.Adocica - Beto Barbosa []s Guilherme Comments[2] |
Wed, 29 April 2009 O que une os três lançamentos dessa semana é a força. A começar com Black Hearted Love, da PJ Harvey com o John Parish, que abre o disco A Woman a Man Walked By. Para quem não sabe John Parish compõe com a PJ desde o fim dos anos 80, produziu alguns dos melhores dos seus trabalhos, como To Bring You My Love, o meu preferido dela, fora as parcerias. É um disco que evidencia a PJ Harvey letrista, compondo sobre as músicas de Parish. E Black Hearted Love tem uma qualidade de hit roqueiros que há tempos eu não ouvia. Da PJ, eu toco uma do Fever Ray, projeto da Karin Dreijer, a metade mulher do The Knife. É um disco bem soturno, que volta para os anos 80 mais lúgubre com classe, sem pastiche, e com uma urgência própria deste fim de anos 2000. Para terminar uma banda inglesa que eu descobria a pouco e acaba de lançar o seu primeiro disco, batizado com o nome da banda, Higamos Hogamos. É um bom disco de rock com influências eletrônicas. Em alguns momentos, há uma pegada de bom progressivo e nos melhores, lembra o krautrock do Neu! Guarde esse nome.1. Black Hearted Love - PJ Harvey & John Parish 2. Now's the Only Time I Know - Fever Ray 3. Moto Neurono - Higamos Hogamos []s Guilherme Comments[3] |
Mon, 27 April 2009 Neste domingo li um artigo bem bom do Peter Shapiro na Wire de maio sobre o Roland TB-303 Bass Line e fiquei com vontade de ouvir acid house. Na verdade, essa é uma vontade que bate de tempos em tempos, justamente porque esse baixo completamente oscilante, distorcido dá uma luz incrível. Aproveitei e tirei da coletânea Mad on Acid, as faixas desse podcast, que, por acaso, começa bem pelo começo, com a sensacional "Acid Tracks", do Phuture.1. Acid Tracks - Phuture 2. Shout - Adonis 3. House This House - Mr. Lee 4. I Gotta Big Dick - Maurice 5. Hot Hands - Hula Comments[1] |
Thu, 23 April 2009 Esse aí é o Joaquim. Ele nasceu no dia 15 e é o motivo pelo qual o podcast deu uma parada, como tudo na minha vida que não seja relacionado à família. Na segunda que vem, dia 27, tudo volta ao normal, com os episódios do Shuffle, do Lançamentos e do Projeto 1001. Só para adiantar, os lançamentos da semana serão Higamos Hogamos, PJ Harvey & John Parish e Fever Ray.Ah, quem quiser ver mais fotos do Joaquim, tem um álbum no meu Flickr e um no da Marina. Category: general -- posted at: 5:53 PM Comments[4] |
Mon, 13 April 2009 Depois de uma folguinha na Páscoa, volto com este Shuffle ousado. De novo, botei todo o iTunes na roda e até que saiu uma seleção quase coesa. Isso pensando no que poderia ser. Mesmo o Bad Brains (foto), que é o som mais pesado, casa um pouco com o Junior Murvin do começo. Vamos aos sons:1. Rocks Train - Junior Murvin & Dillinger 2. Prision on Route 41 - Calexico/Iron & Wine 3. Give Thanks and Praises - Bad Brains 4. All I Am - Tao Jones 5. Paris 2004 - Peter, Bjorn & John []s Gui Comments[0] |
Wed, 8 April 2009 Sempre me interessei mais por um hiphop que caminha no fio da navalha tanto em matéria de produção como de rimas. Gente que evita a repetição em qualquer gênero. E os três lançamentos desta semana ilustram bem essa minha preferência. Primeiro o N.A.S.A., projeto do DJ Zegon com o Squeak E. Clean. Os dois lançaram The Spirt of Apollo, um disco sensacional, feito com a colaboração de uma série de artistas bacanas do hiphop ou não. Tom Waits, Karen O., David Byrne, George Clinton, Gohstface Killah, Kool Keith são só alguns deles. Depois rola DOOM (foto), o alias do Daniel Dumile, um dos MCs mais talentosos de todos os tempos, que mistura quadrinhos e humor politicamente incorreto para rimar como ninguém. Na faixa escolhida de seu novo disco Born Like This, tem até o áudio de um poema do escritor Charles Bucowski, Dinosauria, We. Para terminar, rola Everything She Touched Turned Ampexian, do Prefuse 73, com sua fusão de glitch e funk e mixagens dementes. Segura a pedrada:1. Spacious Thoughts - N.A.S.A. (featuring Tom Waits & Kool Keith) 2. Cellz - DOOM 3. Natures Uplifiting Revenge - Prefuse 73 []s Guilherme Comments[1] |
Mon, 6 April 2009 Nesta semana, deve rolar uma entrevista grande com o Tremendão para a Trip. Por isso, passei o fim de semana lendo sobre a Jovem Guarda e ouvindo os primeiros discos do Erasmo Carlos. E vem desses discos fantásticos, que deveriam ser tão incensados quanto os do Roberto Carlos, a seleção aleatória desta segunda. Vamos aos sons:1. Vem Quente que eu Estou Fervendo 2. Dois Animais na Selva Suja da Rua 3. Grilos 4. Mundo Cão 5. Continente Perdido (Terra de Montezuma) []s Guilherme Comments[1] |
Fri, 3 April 2009 Chegou a hora de tocar músicas menos conhecidas aqui no Projeto 1001, e eu escolhi a lisergia americana dos anos 60 para ser o fio condutor desse podcast. Fora o valor sentimental de vários desses sons terem sido trilha para minhas explorações psicodélicas, o que eu acho incrível nessa seleção é como muito desse som sobrevive bem hoje. Coisas do The United States of America (foto), Silver Apples e Fifty Foot Hose poderiam ter sido compostas na semana passada, mas já têm mais de 40 anos. O podcast segue dois caminhos, um é o rock embebido em blues do garage e do acid rock e outro é a influência de compositores modernos como John Cage e Terry Rilley no rock psicodélico dos anos 60. Louvado Seja Deus:1. Magic Carpet Ride - Steppenwolf 2. You're Gonna Miss Me - 13th Floor Elevators 3. I Had Too Much To Dream Last Night - The Electric Prunes 4. Keep Your Mind Open - Kaleidoscope 5. Rainy Day Mushroom Pillow - Strawberry Alarm Clock 6. The American Way of Love - The United States of America 7. Oscillations - Silver Apples 8. If Not This Time - Fifty Foot Hose 9. Moonlight In Vermont - Captain Beefheart and the Magic Band 10. In-A-Gadda-Da-Vida - Iron Butterfly []s Guilherme Comments[1] |
Wed, 1 April 2009 Vozes do além nestes lançametos da semana. Começo com uma do The Crying Light, terceiro do Antony and the Johnsons, mais um disco lindo desse cara que tem uma das vozes mais impressionantes de hoje. Depois toco uma do David Ahlén, um sueco fantástico, também com uma voz única. A música está em seu segundo álbum, que será lançado neste mês, We Sprout Thy Soil. E da Suécia eu vou para a Noruega, onde a Hanne Hukkelberg (foto) lança entre o fim deste mês e o começo de maio o seu terceiro disco, Blood From a Stone. Esse disco eu não ouvi todo, só essa faixa que está disponível para download na Paste Magazine.1. Daylight and the Sun - Antony and the Johnsons 2. Spirit Fall - David Ahlen 3. Blood From a Stone - Hanne Hukkelberg Comments[3] |
Mon, 30 March 2009 Fazia tempo que eu não tocava jazz aqui no Discofonia, então fiz uma busca por jazz na minha bliblioteca do iTunes e olha o que saiu:1. Heavenly Ascending - Roy Campbell Pyramid Trio (foto) 2. Prelude to a Kiss - Matthew Shipp Quartet 3. Chameleon - Herbie Hancock 4. Pigfoot - Paul Bley Trio 5. Slow Tenor and Bass - Art Ensemble of Chicago []s Guilherme Comments[4] |
Fri, 27 March 2009 Depois da Stax e da Motown, continuo na veia negra no Projeto 1001. Neste podcast parto do fim dos anos 60 e toco algumas jóias dos anos 70, misturando swing bom, romantismo e política. Olha a lista:1. Respect - Aretha Franklin 2. Take Me To The River - Al Green 3. I Want To Take You Higher - Sly & The Family Stone 4. Superfly - Curtis Mayfield 5. Inspiration Information - Shuggie Otis 6. What's Going On - Marvin Gaye 7. Ain't No Sunshine - Bill Withers 8. Walk On By - Isaac Hayes 9. Never Can Say Goodby - Jackson Five 10. The Revolution Will Not Be Televised - Gil Scott-Heron (foto) []s Guilherme Comments[2] |
Tue, 24 March 2009 Toco 3 brasileiras neste podcast. Começo com o novo do Paralamas do Sucesso, Brasil Afora, um disco que eu gosto por sem bem pop, lembrando os pontos altos da carreira dessa banda que eu acompanho desde garoto, sem nunca perder o interesse. Depois uma nova do Eddie (foto), do Carnaval no Inferno, eu adoro o samba amorfo desses recifenses, com aquela pegada de reggae. A música que eu escolhi é uma parceria do Fabio Trummer com o Junio Barreto bem linda. E, para terminar, Maria Alcina com seu vozeirão cantando um clássico do Sérgio Sampaio. O disco chama Maria Alcina Confete e Serpentina e tem a produção certeira do Maurício Bussab. Aproveitem.1. A Lhe Esperar - Paralamas do Sucesso 2. Quase Não Sobra Nada - Eddie 3. Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua - Maria Alcina []s Guilherme Comments[5] |
Tue, 24 March 2009 Desde ontem, tem havido uma instabilidade grande aqui no Libsyn, site que hospeda os podcasts. Pela primeira vez desde que eu faço os podcasts, vários links para os arquivos não estão funcionando. Ainda não tenho a resposta do suporte para o que está acontecendo, mas peço desculpas a quem está tentado ouvir os programas. Assim que resolver, eu escrevo de novo aqui. []s Guilherme Category: general -- posted at: 11:24 AM Comments[6] |
Mon, 23 March 2009 Rapidinho que é dia de fechamento e eu estou bem louco escrevendo. Mais um com músicas do ano passado. Olha aí:1. Dust - Gang Gang Dance 2. Transgenesis - Fanu & Bill Laswell 3. Truth is Dark Like Outer Space - Evangelista 4. I Was Made For You - She & Him 5. Victoria's Secret - Quiet Village []s Guilherme Comments[7] |
Fri, 20 March 2009 De Detroit para Memphis, o Projeto 1001 lança seus ouvidos para a lendária Stax, a outra grande gravadora de soul music e R&B. E, para este podcaster, bem melhor do que a Motown. A Stax começa em 1957, como uma gravadora de country music, mas logo se torna uma gigante do chamado southern soul. O que eu gosto é que, desde o início, a Stax já colocava negros e brancos tocando juntos, isso numa época em que a segregação racial era a regra nos EUA, principalmente no sul. O simbolo disso é a banda da casa, a fenomenal Booker T & the MGs (foto). A principal diferença pra Motown é que, do ponto de vista de negócios, a Stax não soube se manter à altura da rival e fechou as portas em 75. Só que suas músicas sobrevivem, e bem, até hoje, seja com regravações ou samples. Como no podcast anterior, há mais artistas da Stax do que as 10 músicas deste programa comportam. Vão ficar de fora grandes nomes como Isaac Hayes e Albert King, só para citar dois. Mas eles aparecerão em outros podcasts do Projeto 1001. Vamos aos sons: 1. Be Young, Be Foolish, Be Happy - Booker T & The MG's 2. Soul Finger - The Bar-Kays 3. Soul Man - Sam & Dave 4. Do The Funky Chicken - Rufus Thomas 5. Who's Making Love - Johnnie Taylor 6. Knock on Wood - Eddie Floyd 7. What A Man - Linda Lyndell 8. Mr. Big Stuff - Jean Knight 9. Respect Yourself - The Staple Singers 10. (Sittin' On) The Dock Of The Bay - Otis Redding []s Comments[6] |
Wed, 18 March 2009 Três novos sons que usam as texturas da eletrônica para chegar a resultados bem diferentes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Enquanto em Merriweather Post Pavillion, o Animal Collective usa essa linguagem a favor da psicodelia, seus conterrâneos do Brooklin Black Dice (foto), aliviam um pouco a vertente mais noise em Repo, criando um disco cheio de boas surpresas. Na Inglaterra, o Astral Social Club leva ao extremo esse uso da eletrônica em Octuplex. Barulhinho bom:1. Summertime Clothes - Animal Collective 2. Ultra Vomit Craze - Black Dice 3. Muscle Adductor - Astral Social Club []s Guilherme Comments[2] |
Mon, 16 March 2009 Desta vez dei Shuffle numa lista de discos do ano passado. Olha o que saiu:1. Exegesis - Why? 2. Red Nights - Stereo Image 3. Calvary Scars - Deerhunter (foto) 4. Jagged Fruit - Deerhoof 5. Arcadia Telefon Tel Aviv Mix - Apparat Only songs from 2008 in this shuffle. []s Guilherme Comments[1] |
Fri, 13 March 2009 Nesta segunda parte do Projeto 1001, eu toco algumas das minhas preferidas da Motown Records. Como há um pouco mais de 10 músicas da gravadora de Detroit na minha lista de preferidas, me concentrei nos anos 60 e no começo dos anos 70 neste podcast e toco as músicas em ordem cronológica, desde o primeiro single "Money (That's What I Want)", do Jr. Walker & the Allstars, de 59, até a minha preferida da Motown de todos os tempos, "Superstition", do Stevie Wonder, de 73.Os petardos: 1. Money (That's What I Want) - Jr. Walker & the Allstars 2. Shop Around - Smokey Robinson & The Miracles 3. Please Mr. Postman - The Marvelettes 4. Dancing In The Streets - Martha Reeves And The Vandellas 5. I Can't Help Myself - The Four Tops 6. You Keep Me Hangin' On - The Supremes (foto) 7. I Heard It Through The Grapevine - Gladys Knight & The Pips 8. War - Edwin Starr 9. Papa Was A Rollin' Stone - The Temptations 10. Superstition - Stevie Wonder This second podcast from my 1001 songs list features only Motown hits. []s Guilherme Comments[4] |
Wed, 11 March 2009 Três novas eletrônicas no podcast de hoje, vindas de três cantos do planeta. A primeira sai do Take My Breath Away, que o Gui Boratto (foto) acaba de lançar e é mais um disco excepcional, a segunda vem do Immolate Yourself, terceiro LP da dupla americana Telefon Tel Aviv e eu termino com uma dos canadenses do Junior Boys, que está no disco Begone Dull Care e chega às lojas na semana que vem.Os sons: Les Enfents - Gui Boratto Helen of Troy - Telefon Tel Aviv Work - Junior Boys Comments[3] |
Mon, 9 March 2009 O shuffle da semana foi outro de toda a minha biblioteca de música de casa, e começa rasgando com "Strange", a minha música preferida do "Pink Flag", disco seminal do Wire (foto). Na sequência, rola uma do Beans, 56, num disco em que o rapper toca com o baixista William Parker. "Vandalusia" ao vivo, do disco-tributo a Robert Wyatt "Soupsongs Live" da um tom de interlúdio, quebrado totalmente pelo reggae eletrônico do Modeselektor. No final, uma clássica que eu amo, "China Girl" do Iggy Pop, injustamente ofuscada pela versão do Bowie. 1. Strange - Wire 2. 56 - Beans 3 - Vandalusia - Robert Wyatt 4. Happy Birthday - Modeselektor 5. China Girl - Iggy Pop []s Guilherme Another random adventure... Comments[0] |
Fri, 6 March 2009 Começo o Projeto 1001 pelo rock dos anos 50. A idéia aqui não é apresentar as 1001 melhores músicas de todos os tempos, mas 1001 sons que fizeram a minha cabeça e formaram o gosto eclético que os ouvintes do Discofonia já conhecem. Nem tudo é aleatório. Tem uma regra fundamental na escolha das canções: não posso repetir músicas de uma mesma banda ou intérprete. Ou seja, não posso tocar duas dos Beatles, mas vale colocar uma solo do John Lennon, por exemplo. Acho que vai ser o maior festival de hits que o Discofonia já colocou no ar, mas, como é o meu ouvido que vale, haverá vários misses também por aqui, aquelas coisas que só eu e mais meia dúzia de malucos gostam. Neste primeiro podcast está a gênese do rock'n'roll, o estilo que abriu meus ouvidos para a música. São todas canções tão conhecidas que tenho até vergonha de comentar. O importante foi que voltei à adolescência fazendo esse podcast. Vamos às músicas: 1. Don't Be Cruel - Elvis Presley 2. Johnny B. Goode - Chuck Berry 3. Blue Suede Shoes - Carl Perkins 4. Be Bop A Lula - Gene Vincent 5. Tutti Frutti - Little Richard 6. Rock Around The Clock - Bill Haley And His Comets 7. Shake, Rattle & Roll - Big Joe Turner 8. Who Do You Love - Bo Diddley 9. Ain't That A Shame - Fats Domino 10. Not Fade Away - Buddy Holly And The Crickets This is the first one of the 1001 Project, a series of a hundred podcasts in which I'm going to play 1001 songs that we important for making me a music fan. And the trick is that I'm not allowed to repeat an artist or a band, just the composer. This show is all about the begining of rock'n'roll, the first genre I fell in love with. []s Guilherme Comments[11] |
Wed, 4 March 2009 Para inaugurar o podcast com os lançamentos da semana, selecionei três faixas do novo disco do Romulo Fróes, “No Chão, sem o Chão”, que ainda está no forno. Compositor compulsivo que é, Rômulo fez um disco duplo, cada disco registra uma sessão de gravação. As parcerias com Nuno Ramos e Clima nas letras seguem firmes e fortes, mas, diferentemente de “Cão” e “Calado”, o que predomina neste novo é o coletivo, o som de banda. E a novidade é o peso roqueiro de várias das faixas. As matrizes são o samba e a MPB, mas agora o Rômulo também bota para fora suas inquietações com boas guitarras. Foi difícil escolher as músicas deste podcast, justamente porque havia bem mais coisa legal do que o espaço comportava. Escolhi “Minha Casa” pelo lastro no samba, quase gafieira e pela letra linda. Em “Para Fazer Sucesso”, gosto do jogo de palavras, da cadência da música e de seu apelo mais pop. Deixei para o final a minha preferida. A Anti-musa tem aquela pegada meio Macalé, meio “Transa”, que já aparecia no “Cão”, principalmente por conta da guitarra do Lanny Gordin.1. Minha Casa 2. Para Fazer Sucesso 3. A Anti-musa In this one I play 3 tracks from the forthcoming release No Chão Sem o Chão, by Romulo Fróes. []s Guilherme Comments[7] |
Mon, 2 March 2009 Bom depois de um longo e não tão tenebroso verão, o Discofonia volta à
ativa. Agora com três podcasts semanais. Na verdade, três versões do
Discofonia clássico.Esse primeiro é o Discofonia Shuffle. Na quarta, começa o Lançamentos do Discofonia, sempre com três músicas novas. Na sexta é dia do maior podcast da Semana, o projeto 1001, com minhas músicas preferidas de todos os tempos e gêneros. Neste Discofonia Shuffle, a idéia é simples: um oráculo de cinco músicas para começar a semana. Hoje, dei uma embaralhada na minha biblioteca de música em casa. Saiu uma mistura bem interessante. Olha aí: 1. Life's a Scream - A Certain Ratio 2. Brother - Vashti Bunyan 3. Tokyo Uno - I:Cube 4. Higher - Sly and the Family Stone 5. Neném Gravidez - Tom Zé I'm not going to lay low on podcasts in 2009. If 2008 was almost a lost year here on Discofonia, now I present you three new weekely shows: Discofonia Shuffle, with five random choices from my vaults on Monday. Lançamentos do Discofonia, with three new releases on Wednesday. And Projeto 1001, a series of podcasts to play my favorite songs ever, on Friday's. [] Guilherme Comments[1] |



Entre o acústico e o elétrico, de forma eletrizante, essas três bandas de hoje brincam com o poder do rock, do blues e do folk de maneira muito particular. Começo com uma do
Hoje rolam 3 sons que têm a ver com o percussionista Mauro Refosco, que escreve o blog
Amanhã rola o
Nesta semana eu fiquei pirado com o novo disco da Lulina,
Hoje tem o novo do Otto,
Hoje eu abro mão de tocar três músicas novas para dar um trecho grande do
Faz tempo que eu prometo aos meus filhos mais velhos um espaço para fazer o podcast com suas 10 preferidas no Discofonia. Essa é a lista do Gabriel (sem nenhum palpite paterno), que do alto dos seus 9 anos comandou todo o processo. Por conta desse podcast, deixo o shuffle de lado nesta semana.
Dub é música de pista, teste, que coloca o produtor em contato direto com o soundsystem até hoje. Mas, desde o começo dos anos 70, quando os saem os primeiros albuns mais conceituais de dub, a pista de dança pode ser transcendida. Para mim não tem música melhor para relaxar. Dub sempre toca nos meus finais de semana mais ensolarados. Racionalmente, é a matriz de toda a modernidade pop, influenciando do hip hop à eletrônica. Para este podcast, selecionei dubs que vem do fim dos anos 70 até os anos 80. Como a produção é monstruosa, selecionar 10 não foi fácil. Imagina escolher uma só do Lee Perry ou do King Tubby? Ainda bem que eles fazem duplas. Respire fundo:
Hoje eu toco uma música do disco que eu mais gostei até agora no ano,
Um amigo me pediu músicas legais e algumas coisas mais esquisitas para o seu iPod Shuffle. Atendi o pedido talvez com um pouco de coisa estranha a mais. Aqui, um shuffle do Shuffle:
Como quem venceu estourado a votação pelo Twitter e pelo Facebook foi o reggae, este episódio do Projeto 1001 traz 10 tragadas fundamentais dos bons vapores jamaicanos. Não vai ser o único episódio dedicado à Jamaica, mas é aquele que mata os principais leões de cara: Bob Marley, Peter Tosh e Jimmi Cliff, e alguns leões pessoais: Horace Andy, Black Uhuru e Linton Kwesi Johnson. Aproveite que o fim de semana está chegando e relaxe:
Dos três sons de hoje, dois estão disponíveis para downloado gratuito. Um é a parceria de duas bandas do coletivo
Sempre gosto de saber dos sons que vêm dos hermanos. Mês passado, o amigo Dani Benevides aportou em casa com alguns discos de roque pope. Não seu outra: juntei os quatro para fazer um shuffle. Veja como o acaso trabalha melhor do que o Maradona:
Essa foto de 1941 do Woodie Guthrie tocando com Leadbelly em Chicago ilustra bem a essência deste podcast, que mostra os pioneiros do blues, do folk e do country. Principalmente blues. Alguns bluesmen mais deconhecidos aparecem ao lado de famosos como Robert Johnson e Mississippi John Hurt, mas o importante aqui são as canções, as letras, a precariedade do registro e a riqueza da música.
Uma das coisas que mais me deixam feliz é tocar três novidades brasileiras boas, e é isso que acontece com essas três músicas pinçadas de 
De volta com os lançamentos e hoje com duas faixas bônus, para compensar a ausência. De cama, o que eu mais ouvi foi jazz, folk e coisas psicodélicas, principalmente alemãs. Isso e o disco da Céu, que estará nos lançamentos da semana que vem. Me dei bem porque recentemente sairam muitos discos excelentes de folk, freak folk, contry alternativo, violão psicodélico - boas canções meio chapadas, pra resumir.
Foi um logo e tenebroso inverno. Fiquei mais de um mês deitado, sem poder usar o computador, tentando escapar de uma cirurgia na coluna. Foi o tempo mais longo que convivi com a dor na vida. Uma dor que não ia embora a despeito da força dos analgésicos. Nada mais natural que a volta do Discofonia venha com referências à dor. Selecionei músicas que falam da dor fisca, metafísica e metaforcamente. daí misturei tudo num shuffle. Ai:
Bom, rapidamente porque o meu computador morreu temporartiamente e eu estou algando o do vizinho Daniel Benevides. Nesta semana, três pedradas dub. Começo com Dubkasm, dupla de Bristol que gravou seu disco
Buenas, três sons nacionais hoje. Eu começo com um disco que desde que caiu na minha mão eu não paro de ouvir:
Bom, como hoje é dia de roque, e a maratona do fashback ininterrupto está quase no fim, selecionei vários discos gravados nos dois últimos anos numa lista e deixei a sorte escolher dez. Chega de saudade.
Essas três são para quem não tem medo de embarcar na viagem. Começo com o trio de meninas do Japão Nisennenmondai, que lançou o brilhante Destination Tokyo, um som bastante original de guitarra, baixo e bateria, totalmente indutor de transe. Depois rola uma nova do Current 93, que está no recém-lançado Aleph At Hallucinatory Mountain, em que David Tibet continua a explorar o gnosticismo, mas desta vez com um peso impressionante. Peso este que me fez fechar esse podcast com uma da dupla Sunn O))), que lançou a pedrada Monoliths & Dimensions. Só para os bravos:
Esse podcast vai pra Eva Uviedo, que me viciou em
Fiquei triste com a morte de
Boas novas no front do dubstep. Nos lançamentos da semana, três sons que ampliam os horizontes do gênero mais quente do sul de Londres. Primeiro uma colaboração bem improvisada do Burial com o Four Tet, lançada quase na surdina pelo selo de Kieran Hebden. Depois, rola o projeto dub de Kevin Martin, mais conhecido como o midas do dancahall moderno The Bug. Para finalizar Joker, moleque prodígio de Bristol, que grava pela Hyperdub mas com uma pegada mais de grime, com uns tecladões sujos. Bem bacana.
O primeiro shuffle a gente nunca esquece. Depois de ter meu ipod furtado, comprei um novo na sexta. Foi um bom pretexto para organizar meus álbuns digitais no fim de semana, mas consegui ir só até os discos que começam com a letra f. Hoje de manhã, durante a caminhada rotineira com meu cachorro, rolou o shuffle inaugural. E começou pesado, com os japoneses psicodélicos do Acid Mothers Temple:
Melhor que essa hora chegasse logo. Para todos os amigos que eu contava do Projeto 1001, a mesma dúvida surgia: mas o que você vai escolher dos Beatles? Difícil, mas foi ainda mais difícil escolher uma dos Rolling Stones, que continuou a fazer bons álbuns bem depois que o sonho acabou. Colocar as duas bandas lado a lado é um jeito legal de pontuar a primeira centena de músicas do projeto. Claro, entre Beatles e Stones eu fico com os St.... dois. Mas, como o projeto é pessoal e intransferível, quase psicanalítico, me resrevei o direito de enfurecer os fãs harcore dos Beatles e dos Stones. Eles devem sentir falta, de um lado, do trabalho solo de Paul McCartney e, de outro, do Mick Jagger. Mas, sendo fiel aos princípios desse projeto, nenhum dos dois fez uma música sequer que eu coloque entre as minhas preferidas. Polêmica de lado, vamos aos sons que realmente fizeram a minha cabeça:
Saem no Brasil agora três discos de mestres absolutos do Discofonia: Yusuf Islam (aka Cat Stevens), Elvis Costello e Leonard Cohen. O primeiro lançou o bom
Sexta assisti à estreia do show Zii e Zie, do Caetano Veloso aqui em São Paulo. Foi absolutamente maravilhoso, divino maravilhoso. A banda está estupenda e acho fenomenal que Caetano consiga ser mais roqueiro do que moleques com três vezes menos a idade dele. Digo isso porque foi um show de rock, isso pra quem entende que rock não é essa coisa estática, reacionária que os cultores do passado tentam preservar inventando todo tipo de cinto de castidade para os ouvidos. Bom, ainda com o show na cabeça, juntei as músicas que ele tocou numa lista e dei shuffle. Saiu assim:
Rolou um barulho nesta semana com o novo disco do Dirty Projectors. Do
Parti do novo disco do Grizzly Bear,
Nos últimos anos, tenho ouvido cada vez mais os sons da Nigéria. Como a maior parte das pessoas que conheço, meu primeiro contato foi com o afrobeat, mais precisamente com Fela Kuti. Hoje tem toda uma série de bandas que usam os ensinametos do afrobeat nos Estados Unidos e na Europa. De certa maneira, até a cozinha da Nação Zumbi bebe bem nos sons nigerianos. Acho bem interessantes esses sons mas quando aprofundei um pouco meu interesse, vi que existe bem mais afrobeat no país, os que eu mais gosto são os sons que misturam as raízes africana com o blues, numa espécie de reviravolta do tempo de dar orgulho a JJ Abrams. Neste fim de semana ensolarado a Nigéria invadiu meus ouvidos, com sons antigos e mais novos. E o extrato desse domingo africano resultou nesta seleção de músicas selecionadas aleatoriamente. O legal é que só tem um Fela Kuti e dá para sacar um pouco da diversidade desse som que se consolida na Nigéria dos anos 70.
Mais um mergulho pelo rock birtânico dos anos 60 nesse projeto que lista os sons que mais fizeram a minha cabeça. Desta vez vem uma mistura de bandas consagradas com outras um tanto mais obscuras. E, claro, tem muito rock, uns que pendem mais para o blues, outros para o R&B. Mas o que importa é que são todas canções poderosas a seu modo e assombram a minha cabeça há muitos anos. Saca só:
Uma das minhas bandas favoritas desde a adolescência é o Sonic Youth. Gosto tanto do som do quarteto quanto da infinidade de trabalhos paralelos de seus membros. Mas isso é pre dizer que
Com o relançamento do
Ninguém entende um mod. Brincadeira. Parti da minha preferência em relação ao The Who (
Reuni neste podcast uma mistura improvável de pós-tropicalismo com música caipira e conto essa história através dos novos do Lula Queiroga, Tem Juízo Mas Não Usa, do Matuto Moderno, Empreitada Perigosa, e do Siba com Roberto Corrêa (foto), Violas de Bronze.
Fim de semana caseiro (de novo), e botei uns velhos discos de bandas do coletivo americano
De todos os podcasts do Projeto 1001 até agora, este foi o mais difícil. Mas estava na hora de eu enfrentar escolhas mais complicadas, buscar em artistas que eu gosto muito e que ouvi desde moloque aquela música que fosse a que mais tem a ver com a minha história com a banda, com o porquê quase psicanalítico de gostar daquele som e com uma qualidade inegável para estar entre os 1001 sons deste projejo. E fui pras cabeças do rock americano da segunda metade da década de 60. Hoje tem sons que saem de clássicos como
Em primeiro lugar, neste podcast eu não consegui gravar as minhas falas. Emprestei meu equipamento de gravacão no sábado e ele voltou faltando um pedaço. Então, o que eu tinha para dizer sobre esses novos sons, eu escrevo. As três músicas da semana vêm da linhagem do folk e do country. Primeiro eu toco uma nova do
Neste fim de semana bem caseiro, fiquei ouvindo bastante
Como falei no shuffle do começo da semana, este episódio do projeto que vai apresentar os 1001 sons que fazem a minha cabeça é dedicado a dez bandas do chamado
Dois sambas genuínos e uma discussão sobre o templo do samba carioca dão o tom dos lançamentos da semana. Do lado sambista, Max Sette e Moyseis Marques aparecem com seus segundos dicos, O que Passou e Fases do Coração, respectivamente. Do outro, Caetano Veloso canta Lapa, de seu novo álbum Zii e Zie. Uma coisa legal: no link do Max estão disponíveis seus dois discos pra download gratuito. Tudo certo, como dois e um são samba:
Neste fim de semana estava ouvindo uns sons de
Cirilo Dias, repórter do site da Trip, fez uma seleção de músicas bacanas de artistas que vão tocar na Virada Cultural deste ano, que começa amanhã, e mostra a diversidade de que vai rolar em São Paulo neste fim de semana de 2 pra 3 de maio. Bons sons e um papo sobre as principais atrações da virada.
O que une os três lançamentos dessa semana é a força. A começar com
Neste domingo li um artigo bem bom do Peter Shapiro
Esse aí é o Joaquim. Ele nasceu no dia 15 e é o motivo pelo qual o podcast deu uma parada, como tudo na minha vida que não seja relacionado à família. Na segunda que vem, dia 27, tudo volta ao normal, com os episódios do Shuffle, do Lançamentos e do Projeto 1001. Só para adiantar, os lançamentos da semana serão Higamos Hogamos, PJ Harvey & John Parish e Fever Ray.
Depois de uma folguinha na Páscoa, volto com este Shuffle ousado. De novo, botei todo o iTunes na roda e até que saiu uma seleção quase coesa. Isso pensando no que poderia ser. Mesmo o Bad Brains (foto), que é o som mais pesado, casa um pouco com o Junior Murvin do começo. Vamos aos sons:
Sempre me interessei mais por um hiphop que caminha no fio da navalha tanto em matéria de produção como de rimas. Gente que evita a repetição em qualquer gênero. E os três lançamentos desta semana ilustram bem essa minha preferência. Primeiro o N.A.S.A., projeto do DJ Zegon com o Squeak E. Clean. Os dois lançaram
Nesta semana, deve rolar uma entrevista grande com o Tremendão para a Trip. Por isso, passei o fim de semana lendo sobre a Jovem Guarda e ouvindo os primeiros discos do
Chegou a hora de tocar músicas menos conhecidas aqui no Projeto 1001, e eu escolhi a lisergia americana dos anos 60 para ser o fio condutor desse podcast. Fora o valor sentimental de vários desses sons terem sido trilha para minhas explorações psicodélicas, o que eu acho incrível nessa seleção é como muito desse som sobrevive bem hoje. Coisas do The United States of America (foto), Silver Apples e Fifty Foot Hose poderiam ter sido compostas na semana passada, mas já têm mais de 40 anos. O podcast segue dois caminhos, um é o rock embebido em blues do garage e do acid rock e outro é a influência de compositores modernos como John Cage e Terry Rilley no rock psicodélico dos anos 60. Louvado Seja Deus:
Vozes do além nestes lançametos da semana. Começo com uma do
Fazia tempo que eu não tocava jazz aqui no Discofonia, então fiz uma busca por jazz na minha bliblioteca do iTunes e olha o que saiu:
Depois da Stax e da Motown, continuo na veia negra no Projeto 1001. Neste podcast parto do fim dos anos 60 e toco algumas jóias dos anos 70, misturando swing bom, romantismo e política. Olha a lista:
Toco 3 brasileiras neste podcast. Começo com o novo do Paralamas do Sucesso, Brasil Afora, um disco que eu gosto por sem bem pop, lembrando os pontos altos da carreira dessa banda que eu acompanho desde garoto, sem nunca perder o interesse. Depois uma nova do Eddie (foto), do Carnaval no Inferno, eu adoro o samba amorfo desses recifenses, com aquela pegada de reggae. A música que eu escolhi é uma parceria do Fabio Trummer com o Junio Barreto bem linda. E, para terminar, Maria Alcina com seu vozeirão cantando um clássico do Sérgio Sampaio. O disco chama Maria Alcina Confete e Serpentina e tem a produção certeira do Maurício Bussab. Aproveitem.
Rapidinho que é dia de fechamento e eu estou bem louco escrevendo. Mais um com músicas do ano passado. Olha aí:
De Detroit para Memphis, o Projeto 1001 lança seus ouvidos para a lendária
Três novos sons que usam as texturas da eletrônica para chegar a resultados bem diferentes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Enquanto em Merriweather Post Pavillion, o Animal Collective usa essa linguagem a favor da psicodelia, seus conterrâneos do Brooklin Black Dice (foto), aliviam um pouco a vertente mais noise em Repo, criando um disco cheio de boas surpresas. Na Inglaterra, o Astral Social Club leva ao extremo esse uso da eletrônica em Octuplex. Barulhinho bom:
Desta vez dei Shuffle numa lista de discos do ano passado. Olha o que saiu:
Nesta segunda parte do Projeto 1001, eu toco algumas das minhas preferidas da Motown Records. Como há um pouco mais de 10 músicas da gravadora de Detroit na minha lista de preferidas, me concentrei nos anos 60 e no começo dos anos 70 neste podcast e toco as músicas em ordem cronológica, desde o primeiro single "Money (That's What I Want)", do Jr. Walker & the Allstars, de 59, até a minha preferida da Motown de todos os tempos, "Superstition", do Stevie Wonder, de 73.
Três novas eletrônicas no podcast de hoje, vindas de três cantos do planeta. A primeira sai do Take My Breath Away, que o Gui Boratto (foto) acaba de lançar e é mais um disco excepcional, a segunda vem do Immolate Yourself, terceiro LP da dupla americana Telefon Tel Aviv e eu termino com uma dos canadenses do Junior Boys, que está no disco Begone Dull Care e chega às lojas na semana que vem.
O shuffle da semana foi outro de toda a minha biblioteca de música de casa, e começa rasgando com "Strange", a minha música preferida do "Pink Flag", disco seminal do Wire (foto). Na sequência, rola uma do Beans, 56, num disco em que o rapper toca com o baixista William Parker. "Vandalusia" ao vivo, do disco-tributo a Robert Wyatt "Soupsongs Live" da um tom de interlúdio, quebrado totalmente pelo reggae eletrônico do Modeselektor. No final, uma clássica que eu amo, "China Girl" do Iggy Pop, injustamente ofuscada pela versão do Bowie.
Começo o Projeto 1001 pelo rock dos anos 50. A idéia aqui não é apresentar as 1001 melhores músicas de todos os tempos, mas 1001 sons que fizeram a minha cabeça e formaram o gosto eclético que os ouvintes do Discofonia já conhecem.
Para inaugurar o podcast com os lançamentos da semana, selecionei três faixas do novo disco do
Bom depois de um longo e não tão tenebroso verão, o Discofonia volta à
ativa. Agora com três podcasts semanais. Na verdade, três versões do
Discofonia clássico.Esse primeiro é o Discofonia Shuffle. Na quarta, começa o Lançamentos do Discofonia, sempre com três músicas novas. Na sexta é dia do maior podcast da Semana, o projeto 1001, com minhas músicas preferidas de todos os tempos e gêneros. 